Um panorama da Nova Era



  Chegamos em 2019. Começando a sua segunda semana, já temos encaminhadas algumas situações pelas quais podemos traçar parâmetros básicos de como será o decorrer do ano. Irei me ater à esfera nacional na qual tenho mínima propriedade em falar e a qual pertence meu universo de convívio, estudo e impacto.

    Para começar minha explanação, é necessário definirmos aqui o  termo era, largamente utilizado nos debates políticos e intelectuais nesse começo de ano. Segundo o dicionário do Google, a definição da palavra se dá como:

  1. 1.
    ponto fixado, período de tempo que serve de base a um sistema cronológico.

    "e. cristã"
  2. 2.
    período que começa com um fato histórico notável ou marcante, ou que origina uma nova ordem de coisas.

    "a e. espacial"

    As duas definições já bastam. 2019 é o inicio de uma nova era, sem sombras de dúvidas, e inicialmente não pretendo fazer juízo de valor acerca dos acontecimentos políticos ocorrentes neste atual período histórico. Minha intenção é traçar os pontos de ruptura e a construção deste novo período e ao final do texto fazer um panorama do que tem acontecido, porém, ao se tratar de política a integral neutralidade é o tipo de item que é quase impossível de se ter. A imparcialidade cabe aos puritanos e hipócritas, e deixando minha vaidade falar, digo: - Não sou um deles.

    Bolsonaro como presidente da república é o fato histórico mais contundente desta década na política nacional. Após ter vencido uma eleição altamente tensa, dura, combativa, na qual houveram calúnias, candidatos caricatos, alto financiamento sem retorno, candidato presidiário, vice do vice, aquele que venceu foi o "coitado" de todo o pleito. Além do atentado à sua vida, Bolsonaro contou com recursos ínfimos para sua candidatura. Porém, ao final de tudo, a democracia o escolheu.

    Em sua posse, aqueles que diziam carregar consigo o estandarte da democracia e da pluralidade de idéias optaram por boicotar o evento. Dizem não reconhecer sua eleição. Vergonhoso sim, mas válido. A democracia, como sistema falho e imperfeito que é, consiste em reconhecer democraticamente aqueles que não reconhecem a democracia. Trata-se de convidar para o jantar aqueles que gostariam que você morresse de fome.

    No âmbito ministerial, nunca tivemos um número tão expressivo de ministros e integrantes do governo de ordem militar desde o fim do regime. Isso é motivo de medo e tremor por parte de millenials e cientistas políticos de twitter, mas agrada boa parte do eleitorado brasileiro. O exercito é a instituição pública mais respeitada e com maior prestígio dentre os brasileiros, e num momento em que o país foi consumido pela irresponsabilidade fiscal, corrupção e incompetência administrativa, o mais lógico seria que isso acontecesse.

    Tudo isso citado acima, é a nova era. A política nacional, agora, tem um direcionamento claramente destro. Um direcionamento que priorizará a valorização da nação brasileira e de seus costumes e que se portará perante o mundo como um importante ator no cenário global, coisa que não somos desde 1889. Se tudo isso dará certo já é outra história.

    E como já esperado, nem tudo são flores. A "resistência" leite com pera está afoita para que o novo governo cometa deslizes e erros. O país desmoronando é o céu na Terra pra eles, tolos que são, não percebem que isso os inclui. A grande polêmica levantada por esse grupo foi a fala da ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos. No vídeo ela diz: "Menino veste azul e menina veste rosa." 
    Incompetentes e sem caráter que os são, a turminha da oposição achincalhou Damares pela fala. Foi um tanto infeliz da parte da ministra? Sim, foi, porém obviamente o intuito dela não era a de baixar um decreto estatal que impedisse o uso de rosa por meninos e vice versa. Se tratou claramente de uma metáfora contra a ideologia de gênero, na qual ela deixou muito claro que este novo governo não será complacente e mais ainda, será combativo acerca desse tema. Mas as vezes é como tentar explicar aritmética à chimpanzés. 

No Brasil, você precisa explicar, desenhar, explicar o desenho e desenhar a explicação. -Olavo de Carvalho 

Um breve panorama do Ensaísta deste começo de ano. Um ano que promete ser marcante, afinal é a Nova Era.


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