O Cliente tem sempre razão

Começando da melhor forma possível, vamos falar sobre os responsáveis por todas as maravilhas que são vividas pelo ser humano, seria Deus ou uma entidade divina? Bom aí estaríamos partindo para a questão da “crença“ de que para alguns é real e para outros apenas um paradoxo, mas de quem estamos falando? Não é uma questão politica qualquer, diria até que parte para o além do que possamos entender, é muito mais fácil abordar o tema hoje, quando um gênio como o Economista Ludwing Von Mises (1881 - 1973) nos honrou com suas teorias sobre a Ação Humana e praxeologia. 


O mundo tem mudado, os consumidores tem acompanhado essa mudança, desde a Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra á 200 anos (duzentos) atrás e pós período pré capitalismo até o verdadeiro, o ser humano tem sido cada vez mais importante uns nas vidas dos outros, a sociedade formada além de tudo por cada individuo e seu interesse onde meu próximo coopera indireta ou diretamente nas buscas dos meus objetivos. Um fenômeno natural e belo, infelizmente distorcido e para aqueles que pregam o fim da desigualdade seria apenas um desnivelamento social. O que é uma contextualização injusta se abstraindo todo um contexto histórico e humanitário. Qual a real importância desse fenômeno e as coisas boas que ele nos trás?

Nascemos, crescemos e naturalmente vivemos uma vida com algum real significado, nos aproveitamos de tudo que a condição social nos coloca exposto de alguma forma, poder usufruir de certos luxos que o ser humano por si só não se coloca na posição de se abster vai muito além da simples compra na “padaria“ do pequeno empreendedor, existem aqueles que pagam nossos salários, diria ser um ciclo infinito onde você trabalha para uma empresa, além de funcionário, também se torna cliente e essa companhia depende do consumidor que também é você para consumir seus produtos, a cooperação coletiva vai muito além de uma arte utópica pregada somente nos ideais da social democracia, e é muito bonita enxergada da maneira correta e sim ela realmente existe.Citarei um exemplo e com esse único dilema, poderá ser abordado duas teses importantes:

"Vamos imaginar o Sr. José que todos os dias frequenta a padaria do João, para comprar seu famoso pãozinho matinal acompanhado de uma xícara de café, vemos uma relação de extrema importância entre empreendedor e cliente, tendo em vista a clara cooperação entre si. Sr.José cooperou com a padaria consumindo seus produtos, e a padaria do João satisfez um desejo do Sr. José oferecendo o aquilo que o mesmo procurava. É clara a importância desse relacionamento e todos os benefícios que o trás, porém de onde posso tirar a ideia de que o cliente tem sempre razão? Usando quase o mesmo contexto, ela será simples de ser explicada".

Idéias Iluminam a Escuridão

Vamos imaginar que o Sr.José cansou do seu pãozinho e sua xícara de café começa a buscar por novas alternativas, porém existe ainda assim uma barreira, a "padaria do João" não vende nada além disso, o mercado então percebe a ação não apenas de um consumidor, mas de um todo, começam a abrir padarias onde existem variedades de outros produtos aumentando o poder de escolha do cliente, então Sr.João tem duas escolhas em sua frente, fechar sua padaria ou inovar e trazer novas opções para seu estabelecimento. Pronto, vimos a real importância do consumidor? Lógico que é apenas um exemplo, cabe o senso comum de que uma padaria notoriamente não venderá apenas pão e café, mas é importante para se deixar explicito quem de fato manda.
E os exemplos na prática? Como se esquecer da famosa Blockbuster“ maior locadora de filmes do mundo, chegando a ter um valor de mercado a mais de meio bilhão de dólares, parece impossível uma empresa com um patrimônio nesse nível ser deixada para trás, não é mesmo? Apenas parece, pois a falta de inovação e de compreensão com que o utilizador final de seu produto não só fez com que a companhia viesse a declarar falência como também foi deixada por serviços de streaming como a própria Netflix.

Através de exemplos simples e uma percepção um pouco mais realista, é possível não só dizer que o cliente tem razão, é fato afirmar que o mesmo controla o mercado, e se não existe inovação, até a rocha mais dura é capaz de se furar...



Bibliografias:

As seis Lições, Mises, Ludwing Von (1959)

A ação Humana, Mises, Ludwing Von (1949)




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