O cruzado e a influência econômica da esquerda







Ou o Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil


Essa citação acima te lembra algo?

Isso, nosso vidente nacional. Há dois meses atrás fiz um artigo sobre a possível premonição que o notório e mutante X-men Roberto Campos fez nesta frase sobre os economistas da UNICAMP, onde ali, discorremos que cerca de 20 anos após a frase, a economia brasileira entrou em seu maior colapso histórico, guiado por Dilma Rousseff e seu conselheiro Luiz Gonzaga Belluzo, esse que coincidentemente é professor e conselheiro na UNICAMP.


Pois bem, ao fim do texto fiquei devendo uma explicação do porquê dessa afirmação de Roberto Campos. O mesmo em uma entrevista justificou tal afirmação com as seguintes palavras:


“Os Economistas da Unicamp foram os criadores da concepção do plano Cruzado”


Qual o problema nisto?

Para entendermos melhor vamos falar primeiro sobre a criação do plano Cruzado. É possível que, caso você tenha nascido na década de 90, não tenha conhecimento desse plano, mas foi uma das últimas tentativas de recuperação e guinada econômica do Brasil próximo do início do século XXI.

Por volta da década de 80 o mundo sofria uma das suas maiores crises, a crise do petróleo, sendo um dos principais ativos brasileiros, basicamente o que ocorreu foi o aumento exponencial da dívida externa e inflação a números abismais. Esses e alguns outros motivos levaram ao famoso pedido da volta da democracia, conhecido por “diretas já”. Tancredo Neves foi eleito pelo voto popular e não assumiu por problemas de saúde, sendo assim, assume o seu vice, José Sarney e assim começa a extinção o antigo Cruzeiro e o início do Cruzado.

Para entender melhor quais seriam suas principais pautas, veja o vídeo abaixo:





Tirando somente os pontos relevantes, segue abaixo:


1º  EXTINÇÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA.


2º  ESCALA MÓVEL DE SALÁRIOS.


3º  CONGELAMENTO TOTAL DE PREÇOS TARIFAS E SERVIÇOS.


Pois bem, não é necessário ser um gênio para observar certos abusos nestas pautas acimas.
Mas vamos falar de cada uma:


Extinção da Correção Monetária.

A correção monetária seria o controle do estado sobre o valor da moeda, sendo em maioria feito pelo Banco Central. A princípio ao ouvir que um governo iria dar fim a correção monetária, poderia dar início a um empírico debate, pois, ao olhar de uma visão liberal, seria o ideal a ser feito, deixar a economia fluir, o real livre mercado. Porém colocando os pés no chão existem aqueles que defendem que principalmente na economia brasileira, seria praticamente utópico dar um fim imediato a correção. Mas não é de se negar que seria uma medida questionável, porém corajosa e liberal, afinal, a Estônia fez isso e está crescendo exponencialmente. Mas, posteriormente farei um artigo sobre o assunto.

Seria esse então um governo liberal?

Risos de WhatsApp: KKKKKKKKK.

A próxima pauta traz à medida que o governo trouxe para sobrepor a correção.


Escala Móvel de salários:

Na escala móvel de salários, o salário é ajustado conforme a inflação. 

Geralmente um dos maiores desafios econômicos de um governo é lidar com a inflação, como manter a oferta e demanda estável sem perder o poder de compra da moeda, principalmente para o comercio exterior. A meta é não deixar a inflação alta, afinal inflação alta, significa perca do poder de compra da moeda.

Nas pautas para o plano Cruzado, a ideia era outra: Vamos seguir a inflação. Como assim? 

Criou-se o famoso gatilho salarial, "seguro-inflação": os salários deveriam subir automaticamente sempre que a inflação passasse de 20%
A cada aumento da inflação, o empresário é obrigado a aumentar o salário, não havia o controle inflacionário, se fazia o ajuste sob a moeda, então resumindo, basicamente a ideia se baseou naquele famoso ditado:

“Se não pode com eles, junte-se a eles”

Sendo assim, como não tinham cacife ou capacidade para o controle monetário, simplesmente se juntaram a inflação.

E por último, um plano em homenagem aos nossos amigos Cubanos.


Congelamento total de preços, tarifas e serviços.

Bem, este plano “soviético” já traz consigo a explicação de seu funcionamento.
Os preços de bens e serviços teriam seus preços congelados. O governo desenvolveu uma espécie de caderneta de controle de preços, parecido com o que é feito em Cuba, a diferença é que aqui chamavam de "fiscais do governo".



Imagem: Antônio Lúcio/Estadão


Seu Nome era tabela SUNAB, na qual era fixada nas paredes dos estabelecimentos comerciais.

E aí vem a pergunta, o que aconteceria se o comerciante não cumprisse a tabela?

Veja abaixo a imagem mais socialista que você verá na história deste país.





Sim, amigos, não é uma montagem, é uma imagem real.

Caso você se negasse a cobrar o preço estabelecido pelo governo, o seu estabelecimento seria fechado. Não consigo descrever o tamanho das mesclas de sentimento e revolta que uma imagem deste nível trás, pois a mesma ultrapassa uma barreira básica já descrita por Ludwig Von Mises, “a liberdade econômica”.

O mesmo discorreu:

“É obvio que não compreendemos liberdade no sentido que hoje tantos atribuem a palavra. O que queremos dizer e antes que, por intermédio da liberdade econômica, o homem é libertado das suas condições naturais. Nada há na natureza que possa ser chamado de liberdade, há apenas a regularidade das leis naturais, a que o homem é obrigado a obedecer para alcançar qualquer coisa. “

Ao observar esta bela citação, Mises chegou a uma conclusão de liberdade, da qual é tão difícil definir, é obvio que liberdade pode ter uma infinidade de definições, porém nesta frase, acredito que é a qual, mas se encontra com a verdade.

Após ver esta análise de Mises percebemos que esta medida adotada não era menos que um total esfacelamento da liberdade humana, afinal a liberdade econômica, de empreender, novamente estava sendo saneada.

E qual foi o desfecho desta trama?


No primeiro ano; 

· Preços caem, pela primeira vez não existe mais inflação.

· Popularidade de Sarney bate recordes históricos

· Consumo disparando


Segundo ano; 

· Devido o controle de preços, empresários saem do ramos e prateleiras começam a esvaziar

· Para abastecer o mercado o governo começa a importar em massa.

· Pecuárias começam a não respeitar o congelamento de preços, de modo que o governo começa a importar carnes deixando frigoríficos vazios

· Governo simplesmente toma bois de pecuárias em crise

· Com a economia entrando em colapso, o governo anuncia aumentos compulsórios nos preços dos combustíveis e automóveis.

· Reservas monetárias caem

· O governo começa a aumentar o preço dos produtos

· População se revolta, e gera o tumulto nas cidades


A queda

E eis que começa a queda do cruzado, um outro problema seria que o Banco do Brasil e o Banco Central tinham livre comercio entre si, de modo que sempre que um precisava de dinheiro, o outro emitia moeda, impossibilitando qualquer política fiscal e monetária correta.

Assim, em 1988 o ministro Funaro deu início a lei de responsabilidade Fiscal, acabando com esse descalabro com o dinheiro do contribuinte. O orçamento público saiu totalmente das mãos do executivo e foi para o congresso, causando uma clara descentralização de poder e deixando estas decisões nas mãos de quem realmente o povo elegeu. Sendo assim, o Banco Central ganhou sua independência e passou a trabalhar em seu modo clássico, com responsabilidade fiscal, preservando a moeda e cumprindo metas.

Após 8 meses desta medida, o plano Cruzado fracassou, pois foi aplicado a teoria keynesiana, a famosa "A teoria geral do emprego, do juro e da moeda", o influente tratado de John Maynard Keynes, surgiu durante a Grande Depressão, uma época em que um número muito grande de pessoas começaram a duvidar dos méritos e da resiliência do capitalismo. Era uma obra de teoria econômica, mas seus propagandistas insistiam que ela oferecia também respostas práticas para questões contemporâneas urgentes, como: como ocorrera a depressão e por que estava sendo tão duradoura?

A resposta para ambas as perguntas, segundo Keynes e seus seguidores, era a mesma: Falta de intervenção estatal.

No entanto, como demonstrou Murray Rothbard em seu livro de 1963 A Grande Depressão Americana, assim como Lionel Robbins e outros também já haviam escrito à época, a depressão certamente não fora causada por falta de intervenção estatal, ela foi causada pelas políticas de expansão de crédito orquestrada pelos bancos centrais em todo o mundo, e ainda foi prolongada por causa da imposição de várias soluções burlescas que os governos seguiam improvisando e implantando.

Percebe a semelhança com o plano cruzado? A intervenção estatal?

Posteriormente discorrerei sobre a teoria keynesiana e como a mesma afeta a sociedade global. Voltando ao ponto do vidente Roberto Campos, o mesmo alertou sobre a Unicamp, que planejou o plano e Cruzado e planejou o governo de Dilma Rousseff. Por meios de controle estatal e controle do banco central por emissão de moeda, o plano cruzado falhou, pois, como o controle de preços era efetivo e o consumo era alto, foi necessário manter uma oferta de preços alta, para isso é de extrema necessidade a importação e o livre mercado, porém, como o Brasil era uma economia fechada, tudo desmoronou.

Para Finalizar coloco neste texto o real “Vidente” da economia, este internacional, no seu livro as Seis Lições Mises advertiram sobre o que aconteceria caso o controle de preços fosse aplicado:

“Em geral, os governos recorrem ao controle de preços depois de terem inflacionado a oferta da moeda e a população começar a se queixar do decorrente aumento de preços. “

Pg 88

“É comum ouvir.


O que é preciso para dar eficácia e eficiência ao controle de poços é apenas mais implacabilidade e maior energia.” ( o seja opressão) “Como o governo esta controlando os preços, logo os produtores iram começar a ter prejuízo, de modo que vai restringir a venda do produto, talvez até mudem de ramo”

Ou seja

A interferência do governo é crucial para um aumento da demanda. A demanda automaticamente faz os preços elevarem, logo que os preços não podem elevar por meio do controle de preços, mais produtores saem do mercado, de modo que a escassez aumenta.

E assim foi o plano cruzado formulado pela Unicamp.

Provavelmente Roberto campos leu Mises. Vamos torcer para que os governantes em geral comecem a fazer o mesmo.





Fontes:

https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2415

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/02/28/plano-cruzado-30-anos-criou-tabela-da-sunab-e-fiscais-do-sarney-lembre.htm

https://www.youtube.com/watch?v=aWxJ9tCq760


Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.