Relatório: Reforma previdenciária. Quanto mais demorar, pior?




A equipe Ensaísta está rodando São Paulo em alguns eventos sobre empreendedorismo, investimentos e políticas públicas. Em muitos desses eventos, escutamos dos administradores da iniciativa privada e ou/pública, a necessidade de se ter previsibilidade no caminho que o país seguirá para continuar investindo ou captar investimentos externos para o Brasil.

Para a iniciativa privada a narrativa é clara, precisa-se ter confiança para retomar os investimentos e gerar empregos. No lado público, os gestores precisam criar esse ambiente de confiança para que a produtividade seja aumentada. A equação se conecta, uma coisa puxa a outra, pensando nisso, se os dois lados querem resolver o mesmo problema, onde está a barreira? Esse problema tem nome e se chama 'reforma da previdência', obviamente, existem outras reformas a serem feitas, mas hoje, falaremos da previdência. Previsibilidade, confiança, captação de investimentos, geração de empregos, o que tudo isso tem haver? Está claro, se seguirmos nesse mesmo caminho e nada for feito, o país entrará em colapso. Explicando em miúdos, o modelo previdenciário hoje não se sustenta e isso por vários motivos, como: Mudança drástica de demografia, perca do bônus populacional, privilégios concedidos a algumas poucas corporações e a completa confusão de assistencialismo com modelo previdenciário.

Você embarcaria em um barco que está afundando? Entraria em um avião que tem grande chance de cair? Compraria uma casa onde constantemente se tem indícios de que um tornado passará por ali? Este é o Brasil, se nada for feito com a previdência, os investidores não confiarão na capacidade de o país cumprir os seus compromissos, logo não tem previsibilidade para investir, se não tem confiança do setor privado por falta de previsibilidade, o país não consegue captar investimentos e as empresas aumentam o seu índice de capacidade ociosa, o que gerará como resultado, desemprego. Esse cenário está te lembrando algo? Parece o filme que estamos participando, “in real time”. O intuito do texto é expor parte do panorama que o problema da previdência está gerando, por isso, devido à gravidade deste cenário, estamos divulgando um relatório resumido, produzido pelo economista Paulo Tafner, doutor em ciência política, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor da Universidade Candido Mendes. Esta é sem dúvidas a reforma mais completa. Para se ter uma ideia, a PEC 287 original completa (reforma proposta por Temer) previa economizar de forma acumulada em 10 anos o valor de R$ 802,3 bilhões, já a reforma proposta por Paulo Tafner e seu grupo, prevê a economia acumulada em 10 anos de mais de 1 trilhão (R$ 1.273,8 bilhões) diferença de R$ 471,5 bilhões. Dito isto, disponibilizamos a proposta para você leitor, entender os benefícios desta reforma e divulgar para que outras pessoas venham a entender. Afinal, precisamos conscientizar todos!


Para fazer download do relatório (.pdf) clique na imagem abaixo. Boa leitura!

 Reforma da previdência







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