Análise: Equipe econômica de Jair Bolsonaro.




Paulo Guedes – Ministro da Economia


Paulo Guedes é economista, mestre pela Universidade de Chicago, onde recebeu o título de Ph.D. Estará à frente de um “superministério” e é tido como um dos ministros mais importantes. Responsável pela conversão do presidente eleito para as iniciativas liberais no que diz respeito a economia. Tem carreira majoritariamente construída na iniciativa privada, foi um dos fundadores do Banco Pactual, instituto Millenium e de alguns fundos de investimentos, já foi também colunista de diversas revistas e jornais, teve participação em conselhos de administração, sendo as mais relevantes a construtora e incorporadora PDG Realty, a companhia Abril Educação e da locadora de veículos Localiza Rent a car. Perfil mais “agressivo”, o economista terá pela frente a dura missão de fazer o ajuste fiscal, apresentar reformas estruturantes e dar início a uma série de projetos de privatizações. É o atual responsável pela seleção da equipe econômica do próximo governo.

Roberto Campos Neto – Presidente do Banco Central

         
Neto do notório economista Roberto Campos, é formado em Economia e especializado em Finanças, ambos os cursos realizados na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Executivo de carreira, está a 16 anos no Banco Santander e é o atual responsável pela tesouraria para as Américas, anteriormente, entre 1996 e 1999, esteve no Banco Bozano e lá, Campos Neto, foi operador de dívida externa, operador da área de bolsa de valores e executivo da área de renda fixa internacional. Para de fato, assumir o cargo de presidente do Banco Central, ainda precisa ser sabatinado pelo senado e ter o seu nome aprovado. Pessoas próximas, descrevem o seu perfil como técnico e competente. O economista também é favorável a independência do Banco Central, uma das principais medidas propostas por Paulo Guedes.

Joaquim Levy – Presidente do BNDES


Talvez o mais experiente no setor público dentre os integrantes da equipe econômica, Joaquim Levy, volta a ocupar um cargo de relevância, dessa vez, como presidente do banco de fomento, BNDES. Levy é graduado em Engenharia Naval pela UFRJ, Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e Doutor em Economia pela Universidade de Chicago. Já foi Secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Economista-chefe do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretário do Tesouro Nacional, Secretário de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro, durante o governo de Sérgio Cabral e, por fim, nomeado Ministro da Fazenda por Dilma Rousseff em 2015, cargo que permaneceu até o final daquele ano. Atualmente, Levy era diretor financeiro do Banco Mundial. Perfil calmo e conciliador, sabe lidar com o meio político, embora seja questionado por não ter conseguido fazer o ajuste fiscal em 2015. Terá o desafio de rever alguns investimentos do BNDES e contribuir para o crescimento do banco de forma equilibrada.

Roberto Castello Branco – Presidente da Petrobrás


Já integrava a equipe da campanha e agora, foi oficializado como futuro presidente da estatal. Roberto Castello Branco é Doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e Pós-doutorado pela Universidade de Chicago. A Petrobrás não é desconhecida do economista, já que em 2015 e 2016, foi membro do conselho de administração, anteriormente já exerceu as funções de Diretor do Banco Central, Diretor e Economista-chefe da Vale, Presidente do IBMEC e Diretor-Executivo de diversas instituições financeiras. Atualmente, atua como Diretor da FGV. De perfil liberal, é contra a politica de preços do combustível praticado durante o governo Dilma e favorável a venda de ativos que classificou como “não sendo de competência da Petrobrás”, ainda, afirmou que a estatal irá perseguir a redução de dívida, processo iniciado, até então, pelo Ex-Presidente da Petrobrás, Pedro Parente. Estes serão inclusive os seus maiores desafios: Redução do nível de endividamento e o encaminhamento da privatização de alguns setores.

Mansueto Almeida – Secretário do Tesouro

          
Um dos maiores especialistas em contas públicas do Brasil, Mansueto, irá manter-se no cargo, que fora convidado até então, pelo Ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Economista, graduado pela Universidade Federal do Ceará e com Mestrado pela Universidade de São Paulo, ainda cursou o Doutorado em Politicas públicas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Já atuou como Coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica no Ministério da Fazenda, Assessor da Comissão de Desenvolvimento Regional e de Turismo do Senado Federal e também como Assessor Econômico do Senador Tasso Jereissati. Antes de receber o convite de Meirelles, Mansueto, atuava no quadro de pesquisas do IPEA. É favorável as principais medidas que serão, possivelmente, tomadas nos próximos anos, como: Ajuste Fiscal e Reforma da Previdência.


Avaliação:

          Está se formando a turma dos “Chicago Boys” referência feita ao grupo de economistas chilenos que formularam a política econômica do General Augusto Pinochet. Referências a parte, a priori, vai se desenhando aquilo que já era esperado, um perfil de equipe liberal, com experiências variadas, de ótimas formações e nomes respeitados pelo mercado. Seja no curto, médio ou longo prazo, os desafios são diversos no que diz respeito a economia, caberá a equipe não só uma estratégia bem definida, mas também, a capacidade de execução, haja visto que, as principais medidas, dependem de aprovação do congresso. Esse é o dream team que muitos economistas apontam que se faz necessário para o momento que vivemos. Faço ressalvas a nomes que não foram citados como: Ivan Monteiro, este que provavelmente assumirá a presidência do Banco do Brasil e Ernesto Araújo, Ministro de Relações Exteriores, entusiasta de Trump e critico do “globalismo”. Ainda se gera expectativas sobre o futuro Ministro de Minas e Energia. Cito os dois últimos nomes, pelo fato de, o segundo, Ernesto Araújo também estará encarregado de orientar o presidente eleito Jair Bolsonaro e o Ministro da Economia Paulo Guedes, sobre os acordos e relações comerciais feitos a partir de agora, e o terceiro, irá ter contribuição importante para a privatização ou não da Eletrobras, outra empresa que vem gerando discussões entre analistas e políticos. Minha perspectiva é positiva com os nomes anunciados, porque adotam os critérios de capacidade técnica e experiência, tudo o que precisamos agora.



Referências:

InfoMoney

https://www.infomoney.com.br/petrobras/noticia/7770049/roberto-castello-branco-sera-o-presidente-da-petrobras

https://www.infomoney.com.br/petrobras/noticia/7771726/castello-branco-politica-de-preco-e-sinal-do-nosso-atraso

https://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7767960/quem-e-roberto-campos-neto-indicado-para-a-presidencia-do-banco-central

Valor Econômico 

https://www.valor.com.br/politica/5989391/veja-os-nomes-escolhidos-por-bolsonaro-para-o-futuro-governo)

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