Visão econômica: O que esperar do próximo governo?



As peças começam a ser movidas, o que antes era muita euforia e torcida (e ainda continua sendo por parte de seus apoiadores) hoje se torna um misto de grandes expectativas e fiscalização das primeiras medidas que vão sendo cogitadas. No plano econômico já tivemos dois nomes anunciados, são eles: Paulo Guedes, o seu “posto Ipiranga” que ficará a frente de um superministério que englobará min. fazenda, planejamento e indústria, que será unificado como “ministério econômico”. O segundo nome é Onyx Lorenzoni que ficará a frente da casa civil. Para esse, me arrisco em fazer uma análise política, “Para muitos, o ministro da casa civil é comparado ao primeiro-ministro, cuida dos assuntos do assuntos mais variados do governo, a pergunta é, o que Jair Bolsonaro pensa para essa posição? Seria simplesmente o fato de ter um representante dentro do congresso?”. Sem mais delongas, o que de fato interessa é que medidas o próximo governo deverá adotar:

- Reformas estruturantes e ajuste fiscal
            Reforma da previdência, reforma tributária, reforma política ou administrativa, como alguns gostam de dizer e por fim, corte de gastos. Sem entrar no mérito de cada questão, o fato é que se espera reformas estruturantes, equilíbrio entre receitas e despesas e principalmente, uma faxina no funcionalismo público para que seja garantido um crescimento sustentável no longo prazo.

- Privatizações
            Embora seja uma forma de aumentar a receita do governo federal, destaco a parte, pois, o assunto ainda é considerado um tabu. Particularmente, sou favorável as privatizações, analisando caso a caso, existem estatais onde se é possível privatizar, outras devem passar por um caminho de reestruturação para estarem prontas e algumas poucas devem simplesmente encerrar as operações.

- Acordos comerciais
            Muito se falou de acordos comerciais sem o viés ideológico, afim de sustentar ditaduras, regimes totalitários e favorecer algumas poucas empresas (empreiteiras da lava jato). Somos um país emergente, portanto, os acordos multilaterais ainda exercem alguma importância para nós, porém é essencial que para o nosso desenvolvimento, assinemos acordos com países desenvolvidos que tenham estrutura econômica, interesses comerciais coerentes para ambas as partes, principalmente no âmbito de tecnologias, commodities e afins. Não precisamos ser sustentados por economias maiores, porém também não podemos e nem temos a condição de firmar compromissos irresponsáveis como foi feito nos últimos anos.

Quais são os benefícios dessas medidas?
            Com certeza, espera-se muito mais do próximo governo, as tarefas não serão fáceis. Elenquei apenas três no campo econômico para no concentrarmos no objetivo final que são os benefícios. O que essas medidas trazem? Em um cenário internacional que temos: FED (Banco central americano) dos Estados Unidos subindo juros e reduzindo liquidez, o que prejudica principalmente os países emergentes, China em desaceleração econômica, Itália em dificuldades, incerteza sobre a União Europeia, tensão no oriente médio e situação devastadora em um dos nossos vizinhos a Venezuela, essas medidas podem trazer competitividade versus outros países emergentes e confiança na recuperação econômica do país, o que atraí capital estrangeiro e reduz juros, consequentemente diminui o custo de crédito e amplia sua distribuição para o micro, pequeno e médio empreendedor e outros setores. A nossa função é estarmos preparados para esse novo cenário da recuperação de confiança do-e-no Brasil.



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