Quem os representa?





Peço que o leitor atente-se ao gráfico abaixo, se trata de um gráfico da PNAD em maio deste ano sobre os brasileiros que em teoria estão trabalhando e a procura de um emprego:



• As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 72% dos empregos formais gerados em abril. Nos primeiros quatro meses do ano, elas acumularam quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
 • O número de empresas optantes pelo Simples Nacional segue se expandindo e atinge a marca de 11,8 milhões em maio.
·         No que se refere a credito, na comparação por porte da empresa, 40,6% do saldo de operações a empresas foram destinados às micro, pequenas e médias empresas em abril. O saldo de operações alcançado por elas foi de R$ 574 bilhões no mês.

Pois bem, sei que começar o texto com gráficos se torna um pouco maçante, mas este não é o meu objetivo, meu objetivo geral neste texto é mostrar que o microempreendedor, microempresário e empresário somam quase 30 milhões de brasileiros, cerca de 30% do total de população economicamente ativa, essa população abrange desde o brasileiro que tem um negócio por conta própria, uma barraca de cachorro quente por exemplo, até um empresário que emprega 2000 funcionários.
Mas não para por aí, se pararmos para considerar que em base essa porcentagem abrange os empregadores, temos que esses empregadores, os 27 milhões da tabela, empregam em maioria os empregados com carteira assinada. Sendo assim, são responsáveis pela grande maioria da mão de obra nacional.
Uma vez entendido esses números e a importância desses 27 milhões, faço uma única pergunta:

Quem os representa?

Como assim? Quem os representa?
Pois é, nestes últimos governos que antecederam, foi feita uma massiva propaganda em cima do “pobre trabalhador”, isto é errado? De forma alguma, no Brasil temos uma grande desigualdade, de modo que temos que tratar do pobre que quer um emprego.
Porém quando pegamos por exemplo a instituição considerada por muitos como o “arauto do pobre trabalhador”, que leva o nome de Partido dos Trabalhadores, sua propaganda sempre foi feita em cima do brasileiro que quer conseguir um trabalho CLT, dado isso, passou seus últimos anos em definir o que eles proibiriam ou obrigariam nas empresas, mas já parou para pensar que o ponto nunca foi deixa- lós agir?

Veja bem, se chegamos à conclusão que o principal responsável pela mão de obra são os empregadores, os responsáveis por empregar o “pobre trabalhador”, de quem o PT tanto prega defender, porque a propaganda nunca foi para incentivar tais empregadores?
Resposta:
Os governos que antecederam foram pregados em um ideal socialista, ideal este que tem como base o coletivismo, tratar a todos como “o povo”, você não é o cidadão individual, com sonhos e objetivos próprios, você faz parte do povo. Sendo assim o socialismo tem como base que o Estado, o governo, tem como papel suprir o povo.
Esse suprimento se justifica quando o governo se torna dirigista, o que significa que ele deseja em maioria gerir, controlar todos os ativos de uma nação, como por exemplo: o petróleo, saneamento, energia, educação e etc.  Estes mesmos são chamados de empresas estatais.

Uma dúvida de que os governos anteriores têm suas ideias socialistas? 
Veja a imagem abaixo:
Esta imagem se trata do estatuto do PT, no qual tem várias menções ao socialismo.



Dado esta informação, que o governo sempre tem o incentivo em prol do estado no controle das empresas (até as privadas), mesmo que indiretamente por meio de impostos controlando a entrada e a saída de um produto, bitributação, temos casos em que o produto chega a ter 80% do seu valor em tributação. Fica óbvio a falta de incentivo.
 Deem um Oscar, Nobel, um Grammy  ao empresário brasileiro, porque junto do empregado, são verdadeiros guerreiros ao sobreviver a este ataque estatal. 

Segue abaixo um exemplo claro, a diferença de valores entre automóveis EUA x Brasil.  
Primeiro veja os valores de um Chevrolet Camaro usado nos EUA:



Agora veja os mesmos carros com anos de fabricação equivalentes no Brasil.



Observando esta imagem, percebemos uma diferença clara e esdruxula de preços, mesmo que na primeira imagem esteja avaliada em dólar, fazendo uma conversão rápida, vemos que a diferença ainda continua sendo demolidora.  Em breve farei uma matéria específica para esta diferença nos valores dos automóveis, mas voltando ao contexto;
O pior. Por meio do controle desde o ensino básico, até as universidades, sendo pregados mesmo que indiretamente ideais socialistas, as pessoas de um modo geral foram esquecendo o que seria a liberdade individual.
 Um exemplo claro foi nas eleições de 2010 em que no segundo turno entre Serra e Dilma, o PT pregou a propaganda de que Serra seria entreguista, somente porque Serra tinha como plano vender algumas estatais, caso que gerou revolta de muitos.


Lula em seus mandados na intenção de defender a Petrobras como uma estatal pregava o slogan;

"O petróleo é nosso"

Vendo frases como essa, a única questão que consigo pensar é:
Meu petróleo é o que está no tanque do meu carro.  Que história é essa de o petróleo e nosso?

Mas, parou para pensar que vender a empresa que é do estado seria colocar o poder na mão dos que eles tanto chamam de povo?

Considere, e se fosse você a pessoa que quer comprar a empresa? Porque lhe e negado o direito? Porque seria um absurdo você cidadão gerir aquela empresa? Por acaso o estado tem valores morais melhores que que o seu para gerir esta empresa?
E se você não quer trabalhar para alguém, e quer ser um empresário?
Pode um garoto que nasceu pobre ter um sonho de ser empresário? Porque não? Várias pessoas já conseguiram. Porque o poder desta decisão em parte está com o estado?
Novamente repito a pergunta.

Quem os representa?  Os empreendedores.

A resposta é: ninguém.

Coloco este texto como mais um motivo para esta polarização atual que temos na política, ela começou em 2016 com o impeachment de Dilma Rousseff.
Esta parcela de empregadores e empreendedores que representa a mão de obra nacional, que representa o pobre, afinal é ela que gera o emprego (não o estado), e nunca foi representada, de modo que a mesma quer a mudança, a mesma esta reivindicando tudo o que lhe foi retirado, a mesma quer o poder na mão de cada cidadão, que tenha o sonho de ser alguém na vida e não precise a aprovação indireta do governo para tal feito.

Considerando este fato.
Em 1964 em seu discurso tempo de escolha, Ronald Reagan, Ex-presidente Republicano dos Estados Unidos da América proferiu as seguintes palavras:

O Cidadão, quer apenas dizer que possui a paz?Ou só quer que o deixem em paz?

Para finalizar com a citação acima, deixo um recado em nome dos empreendedores que veem o governo a tempos pregando esta “paz” aos que querem empreender:

Não queremos que nos deem a paz.

Queremos que nos deixem em paz.



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