Parece que o povo não é tão manipulável, não é mesmo?



  Observando esta corrida presidencial vista até a data de hoje, temos um cenário totalmente atípico, difícil de ser previsto.
Como exemplo: tempos atrás estava assistindo uma entrevista de um canal expressivo de televisão, com um reconhecido economista, Gustavo Franco, um dos formuladores do plano Real e atual planejador econômico do partido NOVO.
Nesta entrevista, além de debater pontos econômicos, foi feita a pergunta sobre o que o economista achava do futuro destas eleições. O mesmo explanou que devido todo o histórico de corrupção contido em todas as eleições, os eleitores não optariam por nenhum extremo. Pois bem, parece que não só ele como todo o mainstream estavam incorretos. Julgo a posição do economista? De forma alguma. Até porquê, quando se trata de alguma previsão, a principal base é o passado e, tivemos um passado teoricamente estável com relação as eleições. Na atual, nenhum dos meios mais influentes conseguiu prever a onda conservadora/ liberal que está dominando mais da metade do eleitorado brasileiro.
Um exemplo claro: Segundo o IBOPE, um dia antes do primeiro turno, Bolsonaro tinha 43% de rejeição enquanto Haddad estava com 36%. Nessa segunda-feira, reverteram-se os dados drasticamente na pesquisa do IBOPE, Bolsonaro consta 35% de rejeição, enquanto Haddad consta 47%.
Outro fator que mudou drasticamente foi a relação de votos no segundo turno, durante praticamente todo o mês que antecedeu o 1º turno, os meios mais influentes de pesquisa colocavam Bolsonaro e Haddad com empate técnico. Nessa segundo-feira segundo o IBOPE, Bolsonaro tem largos 18 pontos à frente do Petista. Cerca de 19 milhões de votos.
O que causou esta enorme mudança? Bem, não sabemos, não se pode quantificar o que causou essa mudança, nem ao menos colocar se realmente houve esta mudança, ou desde o início, as pessoas estavam pré-dispostas ao lado direito da força.
 Há aqueles que digam que foi o forte anti-petismo, devido ao esclarecedor histórico da política brasileira nesses últimos tempos, outro possível fator seria a velha tática da esquerda de dividir para conquistar. Afinal, até o momento em que Bolsonaro dizia algumas frases, digamos “ofensivas”, esta grande massa não estava ao seu lado, porém, com o mainstream todo buscando desconstruir sua imagem, colocando-o como o próximo Adolf Hitler ou Benito Mussolini, buscando fatos de sua vida pessoal amorosa para desconstruí-lo, o povo começa aos poucos perceber que há algo de errado com este posicionamento, afinal, como disse William Waack em seu portal: “Onde estavam estes mesmos artistas quando o Brasil era desfacelado pelos governos anteriores?”  Pois é, parece que ele não foi o único a fazer tal questionamento.
Existe algum fenômeno que explica este fato?
Para tentar explicar o possível fator determinante, vou colocar abaixo uma explicação tirada do site: 

“A culpabilização da vítima. 


culpabilização da vítima se manifesta de muitas formas, e na maioria das vezes ocorre de forma sutil e inconsciente. Ela pode ser aplicada a casos de estupro e agressão sexual, mas também pode se manifestar em crimes mais leves, como por exemplo, no caso de um crime em que uma pessoa é acusada de ser responsável por ter sido roubada só porque carregava a carteira no bolso de trás. A culpabilização da vítima ocorre sempre que alguém questiona a vítima por não ter agido de forma diferente no momento do crime.

Bem, resumindo: culpabilização da vítima conforme explana acima, é o fenômeno de se colocar a culpa na vítima de um acontecimento, crime etc. Mesmo que a mesma não tenha absolutamente culpa alguma deste fator acontecer.
Um fator aceitável que o feminismo defende tendo em base esta psicologia e que, por exemplo, uma garota que ande com roupas curtas e digamos possivelmente “vulgares”, não tem culpa alguma de ser estuprada de fato, afinal, uma ação não justifica a outra. Porém, há aqueles que digam que ela "provocou o estuprador".
Para essas pessoas que culpam a vítima, pode se aplicar este fenômeno psicológico.



Ok, mas o que este fenômeno tem a ver com o atual cenário político?
Bem, trazendo para uma possível mente das massas em geral, como informei acima, no momento em que Jair Bolsonaro era somente um deputado levemente explosivo, as pessoas em um geral, não estavam ao seu lado, ele era caracterizado como o provável “agressor”, porém, devido seu posicionamento firme, seu discurso antisstablishment e (finalmente) falando coisas que desde o trabalhador ao empresário sempre desejaram ouvir, Bolsonaro foi ganhando mais adeptos.
Neste ponto, a mídia -- de um modo geral -- e os seus opositores, preocupados com o seu crescimento, colocaram a corda no pescoço e foram correndo em direção ao abismo com os ataques a Bolsonaro. Logo após houve o episódio da facada, onde claramente seu agressor pertencia a movimentos da oposição, donde não contente, a oposição continuou a caminhar ao abismo atacando Bolsonaro, houve pessoas dizendo que a facada que ele levou foi fruto de suas próprias palavras. Políticos da oposição disfarçadamente proferindo discursos do mesmo culhão. Percebeu a culpabilização da vítima?
Logo, o questionamento começou a surgir:
 Será que este que todos os “populares” atacam, inclusive tentaram matar é realmente o culpado? Bem, recomendo fazer o mesmo questionamento.
Para finalizar, deixo mais um parágrafo do site fonte sobre o fenômeno:


Na sua essência, a culpabilização da vítima poderia resultar de uma combinação de falta de empatia com as vítimas e uma reação ao medo desencadeado pelo instinto humano de autopreservação. Essa reação ao medo, em particular, pode ser difícil de controlar para algumas pessoas. Sherry e Barbara enfatizam a importância da empatia, de ver o mundo pela perspectiva das outras pessoas, pois isso evitaria que as pessoas caíssem na armadilha de especular o que a vítima poderia ter feito de diferente para evitar o crime. Dizer que “Ela deveria ter evitado falar com o cara” é o mesmo que dizer “Qualquer pessoa em sã consciência seria capaz de evitar o crime.

Lendo este último texto, uma coisa é certa: O brasileiro aprendeu a ver as coisas de uma outra perspectiva e parar de acreditar fielmente no “popular”, e o mais importante, pararam de cair nesta armadilha.


Fontes.

https://www.psiconlinews.com/2017/02/psicologia-da-culpabilizacao-da-vitima.html

https://www.youtube.com/watch?v=W56TLk6zi_k

https://www.youtube.com/watch?v=PJ9Powa4vTo

http://time.com/money/4511709/marketing-politicians-manipulation-psychology/



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