Mais educação, Brasil!


Qual a solução sustentável para os problemas existentes no Brasil? Reflita.

·        Segurança (Violência, criminalidade) – Solução de longo prazo: Educação.
·        Economia (Produção, desemprego) – Solução de longo prazo: Educação.
·        Progresso social (Desigualdade, liberdade) – Solução de longo prazo: Educação.
·        Saúde (Profissionais qualificados, melhor estrutura) – Solução de longo prazo: Educação.

Não demora muito para chegarmos a conclusão de que “no longo prazo, a educação é a solução”, talvez por isso estamos vivendo em uma fase tão complexa e polarizada. Quer entender melhor? Entre 2005 e 2011, de acordo com o MEC, Exame e o governo em vigor na época, foram criadas 18 universidades federais, 173 campus universitários, 214 escolas técnicas e 587 polos de educação a distância, incrível? Sim, na teoria são ótimos dados, mas vamos para a prática, o que também é comprovada pelos números. Observe a tabela abaixo e verifique os últimos resultados do IDEB que mede o desempenho dos estudantes da rede pública até a 4ª série/5º ano em uma escala de 0 a 10:

                         Fonte: IDEB

Agora observe a mesma tabela, mas dessa vez o desempenho dos estudantes até a 8ª série/9º ano:

                                  Fonte: IDEB

Geralmente os que vieram do ensino público ou em algum momento passaram por lá, estavam acostumados a uma nota de corte em média final de 5, caso tirassem nota abaixo, estariam reprovados, a pergunta que fica é, nosso ensino passou foi aprovado? Para efeito comparativo, busquei também mais uma tabela do ensino básico até a 4ª série/5º ano, mas dessa vez da rede privada, observe:

              Fonte: IDEB

A diferença é gritante não é mesmo? Ainda de acordo com alguns economistas, hoje o estudante da rede privada custa em média R$ 600,00 para o pagante (no caso duas vezes o valor se for considerar a contribuição via transferência de recursos, já que o mesmo também paga pela rede pública) já o estudante do ensino público custa em média R$ 681,00, custos semelhantes e desempenhos tão diferentes. Os custos podem ser contestados se formos levar em consideração que em média os gastos do governo por estudantes em dólares comparado a média da OCDE (Organização para a cooperação e desenvolvimento econômico) é também diferente de acordo com a organização sem fins lucrativos “Todos pela Educação”, vejam:

                                     Anos iniciais do ensino fundamental


Anos finais do ensino fundamental e ensino médio


                                                              Ensino superior

           

O que tudo isso, todos esses números, tabelas e gráficos representam? No começo do artigo foi dito que o investimento no ensino superior também é uma boa ideia, proporciona oportunidades de formamos mais profissionais qualificados, porém na prática não é o que acontece, já que na verdade apenas estamos colocando analfabetos funcionais (incapacidade que uma pessoa demonstra em não compreender textos simples) para se tornarem futuros contadores, médicos e advogados. O investimento deve aumentar ou se equilibrar, não no ensino superior e sim no ensino básico. Os gastos nos anos iniciais para a média da OCDE não dobram quando chegam no ensino superior, na ponta do lápis a relação fica em 1,84x, já para o Brasil essa mesma relação fica em 3,07x, ou seja, mais do que triplica. Sabe qual é o resultado de toda essa equação se formos competir com os países a fora? Comprovem vocês mesmos com base no PISA (programa internacional de avaliação de alunos) que mede o desempenho escolar dos alunos a cada 3 anos, aplicado em países da OCDE:

Desempenho em leitura PISA (aumente o zoom da imagem):


Fonte: OCDE

 Perdemos para Turquia, México, Grécia, Chile e ainda ficamos abaixo da média OCDE.

 Desempenho em matemática PISA (aumente o zoom da imagem):


     Fonte: OCDE

         Novamente perdemos para Turquia, México, Grécia, Chile, ficamos abaixo da média OCDE e ainda por cima fomos ultrapassados por Indonésia e Peru. Existem vários dados que comprovam: O modelo que vem sendo adotado desde 2005, não irá funcionar no longo prazo. Na prática aumentamos o investimento no ensino superior, mas sem dar a base necessária para que os estudantes consigam rapidamente progredir nas devidas matérias. Esse não é o único problema, as métricas, os professores, a metodologia de ensino, a desigualdade, enfim, o modelo em si está deteriorando e como vimos no começo do artigo, a solução está na educação. O objetivo dessa leitura é trazer os dados e expô-los para a sua reflexão, a conclusão deixo por sua conta. Seguiremos o mesmo modelo? O próximo presidente da república, junto com a sua equipe, que será decidida no dia 28 de Outubro, terá esse problema para solucionar, nossa expectativa é que resolva na e com educação!



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