Visão econômica: Como chegamos até aqui




            Brasil, fonte infinita de recursos (problemáticos). Porque somos um país com dimensões continentais, recursos naturais em abundância, população jovem, clima tropical e ameno, democrático e ainda assim, não decolamos? Talvez os problemas listados, resolvam parte dessa equação complexa e contraditória:

·       Custo de capital alto.
·       Baixa formação bruta de capital fixo.
·       Infraestrutura precária.
·       Insegurança jurídica.
·       Corrupção.
·       Estado altamente taxador.
·       Estado altamente regulador.
·       Processos altamente burocráticos.
·       Estado altamente endividado (em relação ao PIB).
·       Sem grau de investimento (perdeu em 2017).
·       Centralizador de recursos.
·       Baixo incentivo ao empreendedorismo.
·       Baixo retorno-risco.
·       Baixa capacidade de poupança.
·       Baixa competitividade.
·       Baixa qualidade da mão de obra.
·       Baixa qualidade de educação.
·       Baixa qualidade de segurança.
·       Baixa qualidade de saúde.


Não demorou muito para que eu listasse de cabeça 19 problemas diferentes que impactam diretamente na fase atual que vivemos, mais do que um momento ruim, estamos a frente de uma crise de confiança, crise fiscal e não econômica, pois o mundo vive um período de alta liquidez, crise política e acima de tudo, crise democrática.
Em rumo a decidir qual será o futuro da nossa nação pelos próximos 4 anos, temos a esquerda e a direita em grande conflito, o resultado é o que logo imaginamos: População dividida entre o mesmo de sempre e a incerteza do “novo”. A solução apresentada pelos ditos setores progressistas, é o que já conhecemos como nova matriz econômica: Aumento do gasto público através do investimento em infraestrutura, desincentivo a importação, politica protecionista, incentivos fiscais apenas aos amigos do rei, incentivo ao consumo desenfreado e não a produção, utilização de recursos públicos para investimentos fora do país (Venezuela, Bolívia, Cuba e ditaduras no continente Africano e oriente médio), acordos comerciais ruins, entre outros. Do outro lado, um plano econômico liberal que toca em assuntos considerados tabus, como: Privatizações, desregulamentação, desburocratização, simplificação tributária, incentivo tanto a importação, como a exportação, o que caracteriza a abertura comercial com países desenvolvidos, controle dos custos a começar pelo corte de despesas e não pelo aumento ou criação de impostos e sem contar as reformas estruturantes que o país tanto precisa (Previdência, tributária, administrativa e política).
Economia se dá com números e apenas para ilustrar que a falta de competitividade que temos hoje não é apenas no esporte, observem os dados abaixo:

              



Fonte: The world Bank Group
              
Sim, hoje nos encontramos na 125º (CENTÉSIMA VIGÉSIMA QUINTA) posição de um ranking com 190 países em facilidade de fazer negócio, um ranking onde perdemos para Gana, Uganda e Tadjiquistão na seara de negócios, não é lá um grande orgulho. Isso se dá em partes também pelo fato do Brasil ser o país onde se gasta mais tempo calculando e pagando impostos, segundo o Banco mundial. Um outro dado interessante, mede o crescimento médio anual da produtividade nos últimos 20 anos, vejam:

Fonte: Ricardo Amorim
                                                                                                                                          
  Reparem como ficamos atrás de China, Índia e Rússia, países que também compõe o acordo dos Brics, nações emergentes assim como nós. Os desafios que temos a frente são vários, poderia passar horas e horas escrevendo aqui, porém esse não é o objetivo, a principal missão é conscientizar as pessoas que não existe salvador da pátria, o projeto de desenvolvimento da nossa nação deve ser de longo prazo e não apenas para os próximos 4 anos. O otimismo que tenho é ao ver que as pessoas começaram a refletir sobre como suas decisões podem impactar no futuro, podemos ver isso pelo começo de renovação hoje na política, haja visto que nomes de peso nesse cenário ficaram de fora: Dilma Rousseff, Eunício Oliveira, Eduardo Suplicy, Edson Lobão, Sarney Filho, Roseana Sarney, Romero Jucá, Lindbergh Farias e outros. Este é só o começo, ainda temos muito pela frente, porém uma frase que está sendo comumente usada neste período é de que “a reforma que o sistema não fez, a população está fazendo”, será que esta reforma se concretizará no dia 21 de Outubro? Para finalizar, quero replicar algumas sugestões feitas pelo Banco Mundial, sempre pautado pela coerência, de como podemos retomar a nossa produtividade. Comece você também.
           
           
Fonte: The world Bank Group


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