A Ridícula Passagem de Waters pelo Brasil


O Brasil vem vivendo um clima tenso nos últimos meses. A eleição virou o país de cabeça pra baixo e o deixou numa áurea de constante guerra ideológica. E é realmente o que ocorre.
Pra piorar a situação, conhecidentemente ou não, o cantor e baixista Roger Waters está em turnê pelo país. O quê poderia vir a ser uma série de shows de um dos fundadores da lendária banda Pink Floyd, se tornou uma série de apresentações politico-partidarias que deixaram a música em segundo plano. Ou melhor, em último plano.
O constante âmago do cantor em se posicionar como um bastião da democracia e pilar resistente do "neofascismo" cada vez mais o desgasta artisticamente e o torna um boçal que em algum momento da vida compôs músicas geniais.
O cantor com posições antissemitas, fiel defensor da esquerda e dos direitos humanos, veio ao Brasil não para apresentar sua música, mas sim para claramente interferir nas eleições presidenciais brasileiras. Isso é devidamente notável visto que o mesmo acusou, sem nenhuma mínima prova, o candidato Jair Bolsonaro de corrupção, apresentou seu show no RJ com camiseta de Marielle Franco (entre gritos patéticos de "ele não") e o mais absurdo: pediu a justiça brasileira que pudesse visitar na cadeia o ex- presidente Lula, preso por corrupção.

Essa sequencial militância de Waters simboliza a mediocridade de um artista que, ao se provar bom em sua arte, acha que sua posição deve ser ouvida como a de um ser superior, alguém à guiar o povo, a ponto de tentar interferir no pleito de um país que não lhe diz respeito.

Por sorte, o Brasil está diferente. E não para o agrado de Waters.


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