A Bolha Ideológica do Jornalismo Brasileiro


Ontem mesmo escrevi sobre a "resistência" após a eleição de Jair Bolsonaro como presidente da república. Basicamente, esta oposição é constituída por adolescentes e pós adolescentes (há alguns casos de adultos abobados também) e não representa nada de preocupante, serve apenas de alivio cômico. No entanto, existe um outro espectro dessa bolha ideológica e essa precisa ser tratada com um certo grau de seriedade: o jornalismo.
Bom, durante a campanha presidencial, a mídia convencional perdeu grande parte de sua credibilidade perante a população. Isso ocorreu por haver um descolamento da realidade por parte desses profissionais da imprensa. Os métodos de ataque ao candidato Bolsonaro refletiam apenas um viés ideológico constituído por bases histéricas de uma militância esquerdista caviar, travestida de jornalismo. E o povo, por mais simples que seja, notou isso.
Pois bem, as eleições finalmente acabaram e de certa forma o jornalismo tem feito um papel decente pós vitória do capitão, exceto algum chilique ou outro de algum jornalista em específico. Porém, como nada se muda do dia pra noite, enxergamos o grau de alienação dessa classe constantemente quando abordados pela realidade assim como ela é.
O governador eleito pelo estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel fora entrevistado no programa Estúdio i, do canal Globo News nesse último dia 30. Em um dos trechos da entrevista, Witzel foi questionado sobre a legitimidade de sua proposta de autorização para a eliminação de criminosos portando armas de uso militar, como fuzis; ao reafirmar tal declaração houve uma certa histeria velada em boa etiqueta dos jornalistas presentes ali na bancada. Em dado momento, a âncora do programa cria a seguinte situação hipotética:

- Por exemplo, um cidadão de costas, portando um fuzil, poderia ser abatido por um sniper, mesmo sem apresentar nenhuma ameaça? [...]

O governador eleito, tem a reação mais logica e racional possível. Pergunta:

-Ele está portando um fuzil? É uma ameaça. Se ele não for abatido, ele usará o fuzil pra acertar quem quer que seja.

Caras de espanto. Indignação. Como esse homem pode ser tão radical?

Qualquer cidadão comum daria a mesmíssima resposta. Como alguém portando um fuzil não representa uma ameaça? Ainda mais num estado comandado por traficantes? Ele fará o quê com essa arma? Obviamente utilizará para atacar alguém; um policial ou um cidadão comum.

Essa bolha ideológica em que vivem nossos jornalistas (e não só eles, nossa classe artística em sua totalidade também) fica cada dia mais visível e gritante. Muitos se dizem formadores de opinião, mas não conseguem enxergar um centímetro fora de seu espectro ideológico. Perderam a conexão com o povo e estão perdendo seu respeito, credibilidade e relevância. Hoje, o povo prefere saber as noticias segundo sua tia no whatsapp ou numa mesa de bar que desses jornalistas, que nada sabem fazer além de massagear o ego um dos outros.

Que eles percebam a situação que chegaram o mais rápido possível. Porque o povo já percebeu.


Segue o trecho da entrevista em questão:





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